terça-feira, 18 de novembro de 2008

Obra do PAC tropeça na mata atlântica

18.11.2008, 11:48am (GMT-3)
O chamado desenvolvimento sustentável aceita tudo. Um emblema da fragilidade desse conceito está escancarado no sul da Bahia, onde a mata atlântica, em estado bruto ou em regeneração, ainda resiste. Com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), da iniciativa privada e de seus cofres, o governo da Bahia projeta a instalação de um complexo logístico de 1,7 mil hectares entre Ilhéus e Itacaré. A construção do porto, da ferrovia (de 1.500 km) e do novo aeroporto está orçada em R$ 6,5 bilhões.
A obra não sai sem que pelo menos 680 hectares de mata atlântica desapareçam. Para o governo baiano, a obra é inevitável "para desenvolver a região sul da Bahia, que já foi uma das mais importantes do Brasil na época do auge do cacau", afirma Antônio Celso Pereira, superintendente de Comércio e Serviços da Secretaria de Comércio, Indústria e Mineração da Bahia. "Isso não significa que o governador Jaques Wagner vai rasgar as leis ambientais" (leia texto ao lado).
Do outro lado da linha do desenvolvimento sustentável, ambientalistas e a Associação de Turismo de Ilhéus estão contra o projeto. Os primeiros, por causa da mata atlântica. A segunda instituição não quer um porto em seu horizonte porque onde existem navios de carga chegando e saindo não há espaço para resorts e campos de golfe -outra "benfeitoria" que não convive bem com a mata. Os hoteleiros entraram na Justiça com uma ação contra o Estado, ainda não julgada.
A âncora do megaempreendimento --o porto, quando totalmente pronto, será o segundo maior da região Norte-Nordeste-- é a empresa Bahia Mineração, que é brasileira, mas tem capital indiano e também do Cazaquistão, da gigante ENRC. Segundo Amaury Pekelman, gerente de Comunicação e Desenvolvimento Sustentável da empresa, o novo porto não terá um impacto significativo sobre as praias do norte de Ilhéus. Ele explica que quem passar pela estrada que liga Ilhéus a Itacaré, por exemplo, "nem vai ver nada".
A área de estocagem do minério, de 80 hectares aproximadamente, ficará longe da estrada e da praia. Uma esteira de sete metros de altura atravessará a região preservada, a estrada e toda a praia para chegar ao litoral. Os navios, um de cada vez, afirma Pekelman, vão ficar a 2,5 quilômetros da costa. O minério será transportado por toda a região em pó. A capacidade para embarque --as primeiras cargas, pelo cronograma, devem sair no segundo semestre de 2011-- é de 70 mil toneladas por dia.
Não no meu quintal
"Esse projeto é um contra-senso", afirma José Adolfo de Almeida, professor da UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz), que na quarta-feira organizou um evento para discutir a obra. "Mesmo aqui na região existem outra áreas já degradadas que podem receber o porto", afirma Almeida, baseado em estudos feitos na própria instituição de ensino. Outros trabalhos da UESC mostram que a região diretamente afetada pelo projeto Porto Sul tem 40% de mata em estado avançado de regeneração.
Há mais de cinco anos, o empresário alemão Thilo Scheuermann, 48, decidiu investir em Ilhéus. Seu pequeno hotel, de 16 chalés, está parado. Segundo ele, um investimento de R$ 15 milhões está ameaçado. "Todos acreditamos no governo, que disse que o turismo seria prioritário na região." Outros cinco projetos turísticos, bem maiores do que o de Thilo, estariam engatilhados para o local.
EDUARDO GERAQUE

terça-feira, 12 de agosto de 2008

O Cerrado e a Amazônia

O mundo está preocupado com a Amazônia, responsável por 59% das emissões brasileiras de gases do efeito estufa, principalmente pelos desmatamentos e queimadas. Porém, os outros 41% ocorre em sua maior parte no Cerrado. E para agravar a situação, o governo federal só tomará providências depois de 2010.
O Cerrado está esquecido e abandonado. Ao contrário da Amazônia, pouca gente se importa. O desmatamento está em 1,1% do território ao ano, ou seja 22 mil km2. A destruição já atingiu mais de 50% de sua área. Os responsáveis por isso são a agricultura e a pecuária. Some-se a isso a derrubada de 17,3 mil km2 nos últimos 10 anos para a produção de carvão vegetal para siderurgias de Minas Gerais.
No Cerrado, encontramos um terço da biodiversidade brasileira, são 10 mil espécies de plantas, sendo que 4 mil delas são exclusivas do Cerrado. A biomassa do Cerrado é subterrânea, de raízes em busca de água em lençóis profundos.
Se o álcool norte-americano provoca o interesse em desmatar a Amazônia para se plantar soja, no Cerrado são os próprios biocombustíveis que ameaçam. Para a Embrapa, restam menos de 5% do Cerrado em pedaços que possam sobreviver, com menos de 2 mil hectares o cerrado morre.
E é no Cerrado que nascem rios que abastecem as bacias do Amazonas, do São Francisco e do Paraná. E o INPE já constatou que os lençóis subterrâneos estão diminuindo. Preocupante, como já nos alertou o jornalista Washington Novaes com o exemplo da Represa de Itupararanga, Sorocaba, cujos rios perderam metade da água por causa do desmatamento.
Assim como na Amazônia, a área já desmatada do Cerrado não está sendo aproveitada para agricultura, sendo possível, com isso, dobrar a produção agropecuária.
O Projeto Canasat (www.dsr.inpe.br/canasat) constatou que 142 mil hectares de cerrado foram transformados em canavial. E ainda, a cana está ocupando o lugar das matas em oito Estados brasileiros. São Paulo é o maior destruidor, foram 86 mil hectares desmatados, Minas Gerais, 25 mil, Goiás, 13 mil, Mato Grosso, 12 mil e Mato Grosso do Sul, 6.000.
A solução para o problema depende de políticas do governo federal para incentivar a expansão da cana em áreas subutilizadas por outras culturas. Como já sabemos, o próprio ministro da Agricultura age com desprezo ao cerrado e o governo federal planeja construir 20 usinas hidrelétricas e oito termoelétricas, consideradas desnecessárias segundo os especialistas do setor. Por isso, cabe-nos sensibilizar toda a classe política para pressionar o governo a salvar todo o bioma nacional.
Os Governos podem fazer muito, outro exemplo foi a divulgação da pesquisa da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) mostrando que apenas oito empresas são responsáveis por 63% de toda a emissão de CO2 das indústrias paulistas, ou 18 milhões de toneladas por ano. São elas, a Cosipa, três refinarias da Petrobrás e uma petroquímica, a Companhia Brasileira do Alumínio, a Votorantim Cimentos e a Rhodia. Dióxido de carbono que pode facilmente ser capturado, bastando “vontade” (lei/ordem) política e que ainda que pode gerar rendimentos.
Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Professor do Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva e congregado mariano.
Fonte: Reporter Diário

Chances e desafios para engenheiros de energia

Um País de grandes dimensões como o Brasil, com cerca de 184 milhões de habitantes, precisa priorizar a geração de energia, por conta do seu tamanho, da gradativa escassez de suas fontes e da crescente elevação do consumo. O engenheiro de energia, neste contexto, dispõe de amplas chances de atuação nos diferentes campos da nossa matriz energética, quer seja renovável (hídrica, solar, eólica ou de biomassa), não renovável (gerada do petróleo, carvão, gás natural) ou oriunda de material radioativo, como o urânio, utilizado em usinas nucleares.
Assim como as chances, também são amplos os desafios: produzir fontes novas sustentáveis, o que exige considerar os impactos ambientais, a viabilidade econômica das fontes de energia limpa e renovável, transformando-as em alternativas de empreendimentos com perspectivas de longo prazo.
Apesar dessa importância e de ser uma área promissora, são poucos os profissionais para atender a demanda do mercado no Brasil. Esta graduação é nova em todo país, contando apenas com quatro universidades , todas com menos de cinco anos de criação. Por essa razão, engenheiros de outras áreas que fizeram essa especialização ocupam parte dos espaços disponíveis.
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) será a quinta instituição do País a oferecer esse curso, que terá início em 2009, duração de cinco anos e 20 vagas. Segundo o coordenador da nova graduação, Carlos Brayner, a proposta é capacitar pessoas para encontrar soluções compatíveis com a crescente demanda de geração de energia. O Nordeste é uma região potencialmente rica em fontes de energias renováveis e limpas, como eólica e solar, além de deter urânio, elemento utilizado na produção de energia nuclear.
Em Pernambuco, oportunidades surgem devido ao acelerado crescimento do pólo industrial e a necessária garantia de suprimento de energia elétrica para os novos empreendimentos e para o desenvolvimento do Estado, sem perder de vista a sustentabilidade e os impactos ambientais.
Outro fator não menos importante é o empenho do governo federal em dinamizar a economia do País, principalmente para os engenheiros de energia que desejam trabalhar com petróleo e biomassa (etanol e outros biocombustíveis), nas empresas de geração, distribuição e transmissão de energia, nas indústrias de co-geração, empresas de consultoria em energia, em órgãos governamentais e institutos de pesquisa, além do ensino nas universidades.
As perspectivas a médio e longo prazo são boas, porém não basta focar o mercado de trabalho. Para escolher essa profissão é fundamental gostar de matemática, física, informática, economia, entender de administração, da legislação específica e ser capaz de formular modelos para tornar esse setor comercialmente viável. A reunião dessas condições depende da solidez da formação, da visão antecipada do futuro e da competência para apresentar soluções criativas diante dos constantes desafios.
Fonte: JC Online

Reinhold Stephanes participou da abertura do Congresso Brasileiro de Agribusiness, em São Paulo

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse nesta segunda, dia 11, que é melhor buscar entendimento do que criminalizar o produtor rural quando se fala em produção agropecuária sustentável. Ele discursou na abertura do Congresso Brasileiro de Agribusiness, promovido pela Associação do setor (Abag), em São Paulo.
Stephanes reforçou a tese de que é possível dobrar a produção agrícola no país sem derrubar nenhuma árvore. Ele evitou avaliar questões específicas relacionadas à sustentabilidade no agronegócio, mas, de modo bem humorado, ressaltou a ênfase com que o assunto tem sido tratado no país.
– Estou com medo não da extinção das florestas, mas da extinção da área agricultável no Brasil – afirmou.
O ministro minimizou as críticas feitas ao governo por dirigentes da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), dizendo que, apesar das divergências, o Executivo e a entidade estão unidas na maior parte dos temas. Por outro lado, questionou o decreto 6.514, que trata de infrações contra o meio ambiente.
– Pessoalmente, achei o decreto forte. Possivelmente isso será tema de uma agenda que discutiremos com o ministro Minc [Carlos Minc, do Meio Ambiente] e outras instituições nas próximas semanas – disse.
Stephanes voltou a manifestar a preocupação do governo federal com o aumento da produção interna para reduzir a dependências dos fertilizantes importados. Disse que não há preconceito contra projetos da iniciativa privada nem contra empresas do setor e sugeriu a inclusão do tema na agenda de discussões da Associação Brasileira de Agribusiness.
– O governo trabalha nisso e gostaria que a Abag colocasse na sua agenda para nos ajudar – adiantou.
Ao discursar na abertura do Congresso da Abag, o secretário da Agricultura do Estado de São Paulo engrossou o coro dos críticos ao decreto 6.514. João Sampaio centrou fogo no artigo 55, que prevê multas entre R$ 50 mil e R$ 100 mil para o produtor que deixar de averbar a reserva legal na propriedade, com prazo que pode chegar a até 120 dias para regularização.
– Não tem como ser cumprido. Coloco isso não como governo, mas é o desabafo de um produtor. É impossível. Não é sustentável – disse o secretário.
Referindo-se ao tema principal do Congresso Brasileiro de Agribusiness, a sustentabilidade, João Sampaio disse que o caminho a ser percorrido pelo setor do agronegócio brasileiro ainda é grande, mas o cenário que se apresenta é uma boa oportunidade.
Aquecimento global
O ministro da Agricultura também comentou o estudo apresentado neste primeiro dia do Congresso Brasileiro de Agribusiness, que alertou sobre os impactos nocivos do aquecimento global sobre a produção agrícola brasileira. Reinhold Stephanes destacou que as informações do trabalho já estimula a realização de cerca de 200 projetos de melhoramento e adaptação de cultivares às novas condições do planeta.
– Foi um trabalho extraordinário para que o Brasil se antecipe na produção de variedades que possam se adaptar a essas mudanças climáticas – argumentou.
Stephanes rebateu críticas feitas pelos pesquisadores responsáveis pelo estudo à burocracia na liberação de recursos para pesquisa no Brasil. Segundo ele, não há problemas para colocar os recursos à disposição para pesquisa.
– Havia uma preocupação em relação ao acesso à biodiversidade. Aí sim, havia uma burocracia no sentido de que os pesquisadores pudessem ter acesso aos banco genéticos ou mesmo a determinadas sementes par desenvolver a pesquisa.
O ministro da Agricultura informou que o acesso à biodiversidade vem sendo discutido com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. O assunto faz parte, segundo ele, de um agenda de 12 temas, entre os quais destacou também o zoneamento para a produção de cana-de-açúcar.
Fonte: CANAL RURAL

Associação Brasileira de Agribusiness escolhe a sustentabilidade como tema de Congresso, com o objetivo de harmonizar a cadeia produtiva

O progresso das discussões sobre sustentabilidade no agronegócio tem sido lento. Foi o que disse o diretor de Comunicação da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), Luiz Antônio Pinazza, em entrevista ao Agribusiness, nesta segunda, dia 11.
Sustentabilidade é o assunto central da sétima edição do Congresso Brasileirio de Agribusiness, que começa também nesta segunda, em São Paulo. De acordo com Luiz Antônio Pinazza, o objetivo é o de harmonizar as diversas cadeias produtivas em torno do tema, como explicou o diretor de Comunicação da Abag, Luiz Antônio Pinazza.
– O tema sustentabilidade ganha força a cada dia e o agronegócio precisa estar consciente dessa mobilização – disse Pinazza ao Agribusiness.
Luiz Antônio Pinazza ressaltou que sustentabilidade ainda é assunto recente nas discussões sobre o agronegócio e cada setor tem um posicionamento. Segundo o diretor da Abag, o setor cresceu mais de três vezes em participação no mercado internacional nos últimos oito anos. Com isso, há também uma maior preocupação com as condições da oferta brasileira de produtos agrícolas.
Programa
A cerimônia de abertura do Congresso Brasileiro de Agribusiness está marcada para as 14h30 com presenças previstas dos ministros da agricultura, Reinhold Stephanes, e do Meio Ambiente, Carlos Minc, além do governador de São Paulo, José Serra.
No primeiro dia, será lançado o estudo Aquecimento Global e Cenários Futuros da Agricultura Brasileira, feito pela Embrapa e pela Universidade de Campinas (Unicamp). Nos dois principais painéis, serão debatidas a relação entre Sustentabilidade e o Agronegócio e aspectos como infra-estrutura e direito à propriedade.
No segundo dia do Congresso, o tema será associado aos segmentos de agroenergia e relações internacionais. O encontro promovido pela Abag discutirá também se o conceito de sustentabilidade no agronegócio se apresenta como ameaça ou oportunidade.
Etanol
A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) aproveitará a realização do Congresso Brasileiro de Agribusiness para lançar uma campanha de divulgação do etanol. Os detalhes serão divulgados em entrevista coletiva na terça, dia 12, pelo presidente da entidade, Marcos Jank, e representantes da agência responsável pela iniciativa.
Fonte: CANAL RURAL.COM

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Ministra anuncia mudanças no MMA para combater desertificação

A ministra Marina Silva anunciou segunda-feira (05/05), durante abertura do I Seminário Nacional de Combate à Desertificação, mudanças na estrutura da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, que passará a se chamar Secretaria de Combate à Desertificação, Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável. "Nos últimos cinco anos saímos praticamente do zero, em termos de estrutura dentro do ministério, para a criação de uma secretaria que incluirá a Convenção sobre a Desertificação como parte do seu nome: Secretaria de Combate à Desertificação, Extrativismo e Desenvolvimento Sustentável. Isso para dar o tamanho e a dimensão do problema e da solução que precisamos construir", afirmou a ministra..Das três convenções internacionais que tratam dos problemas ambientais decorrentes da ação humana que mais afetam o Planeta - a de Mudanças Climáticas, a da Biodiversidade e a da Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (UNCCD) - esta última, segundo Marina Silva, é ainda a que menos mobiliza a opinião pública e, em conseqüência, os governos. No entanto, ela já afeta diretamente mais de dois bilhões de pessoas, especialmente nas regiões mais pobres do Planeta."O Brasil tem uma região semi-árida com graves problemas e que será a mais afetada pelos efeitos da mudança do clima pela perda da biodiversidade. É necessário garantirmos recursos e comprometimento político para enfrentar esse problema, promovendo o desenvolvimento sustentável nessas regiões". A ministra alertou os delegados da necessidade de cobrar esse compromisso dos candidatos que disputarão as eleições municipais de outubro próximo.O seminário, que foi a marca os quatro anos do Programa de Ação Nacional de Combate e Mitigação dos Efeitos da Seca - PAN-Brasil - e deve tirar propostas que serão levadas à Conferência Nacional do Meio Ambiente, que começou nesta quarta-feira (07/05), em Brasília.Fonte: MMA

Brasil assume presidência da Iniciativa Latino-Americana contra Desertificação

O Brasil presidirá por dois anos a Iniciativa Latino-Americana de Ciência e Tecnologia de Combate à Desertificação. A decisão foi tomada durante a primeira reunião da Iniciativa, realizada entre os dias 7 e 9 de julho, em Salvador, que reuniu pesquisadores de 23 países latino-americanos e do Caribe para apresentar e discutir tecnologias de combate à desertificação.
No evento ficou definido que a Iniciativa Latino-Americana será a instância de decisão sobre ciência e tecnologia na região e servirá de instrumento para implementação da Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação (UNCCD, sigla em inglês).
Um segundo encontro já está previsto para o primeiro semestre de 2009, em Mendonza, na Argentina. No entanto, em novembro, os resultados de Salvador serão apresentados em CD e livro na reunião do CRIC (Comitê de Revisão da Implementação da UNCCD), em Istambul, na Turquia.
A proposta dessa Iniciativa, além de mobilizar e articular a comunidade científica latino-americana, é conhecer as pesquisas geradas, as tecnologias e experiências que estão sendo usadas para melhorar a formulação e implementação de estratégias e políticas públicas de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca nesses países.
O encontro foi organizado pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o governo do estado da Bahia, da Universidade Federal da Bahia e da UNCCD. Participaram representantes de países como o Panamá, Cuba, República Dominicana, México, Guatemala, Honduras, Chile, Argentina, entre outros, além de especialistas da Alemanha, França e Estados Unidos.
Por: Daniela Mendes
Fonte: MMA